quarta-feira, 30 de dezembro de 2009









Os Primeiros Hominídeos Imigrantes





Em artigo no último dia 17 a revista "Science" publicou a rota dos hominídeos, que partindo da África começaram a se instalar em Israel 1,4 milhão de anos atrás. Para a hipótese mais aceita no mundo de hoje, conhecida como "out of África" (para fora da África, em inglês), os hominídeos originaram-se na África e, a partir dos últimos 2 milhões de anos iniciaram um processo de dispersão para o Oriente Médio, Ásia e Europa.



A matéria publicada pela revista, caracteriza uma fábrica de ferramentas encontrada por arqueólogos às margens de um lago seco em Israel. A fábrica era utilizada há 780 mil anos para produção de instrumentos feitos com o que havia de mais moderno em tecnologia de pedra lascada. A análise desses instrumentos pode ser útil para pesquisadores entenderem melhor as migrações dos ancestrais do homem para fora da África.




Escavações feitas por uma equipe da Universidade Hebraica de Jerusalém no sítio Gesher Benot Yaâ??aqov, norte de Israel, mostram que a região foi uma das rotas mais importantes desse grande êxodo. Foi também a que primeiro recebeu tecnologia de ponta da África. Através de uma datação magnética em vestígios encontrados no sítio, chegou-se a conclusão que a área é 280 mil anos mais antiga do que se pensava.

"O local é muito mais parecido com os sítios africanos do que com outros sítios arqueológicos mais antigos de Israel. Isso indica que a saída da África se deu em correntes sucessivas, que passaram pelos mesmos lugares", disse o arqueólogo Naama Gorem-Imbar, co-autor do estudo.
No sítio foram encontrados instrumentos de pedra que compunham a chamada indústria acheuleana, caracterizada por um dos estilos de artefatos mais avançados da pré-história. Um dos principais instrumentos dessa cultura é o machado de duas faces, que apareceu com o Homo erectus há 1,5 milhão de anos, na África.





 "É a primeira vez que esse estilo é encontrado fora do continente africano", disse Goren-Inbar, o que representa um salto tecnológico sem precedentes nas correntes de hominídeos que passaram pela região.
A revista também publicou que o resultado das escavações revelou aspectos do cotidiano, como o cardápio desses antigos hominídeos, que mostrava haver comida o ano inteiro, já que foram encontrados fósseis de uma centena de vegetais, destacando-se azeitonas, amêndoas, uvas e pistaches.





 Fonte : Historia Net - Aqui



quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

BBC Brasil - Ciência & Saúde - Baleia pré-histórica 'dava à luz em terra'



Publicado no BBC Brasil em 4 de fevereiro, 2009

Baleia pré-histórica 'dava à luz em terra'

Representação artística do exemplar macho da Maiacetus inuus. Crédito: John Klausmeyer, University of Michigan Museu de História Natural.
Representação artística do exemplar macho da Maiacetus inuus

Cientistas da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, descobriram um novo ancestral da baleia que viveu há cerca de 47 milhões de anos e dava à luz seus filhotes não no mar, mas em terra firme.


A pesquisa foi possível após a descoberta de dois fósseis da espécie Maiacetus inuus, uma fêmea e um macho, em bom estado de preservação.
Os fósseis foram encontrados no Paquistão em 2000 e 2004. Junto ao fóssil da fêmea, descoberto em 2000, foi encontrado também o de um feto.
Como os demais mamíferos que dão à luz em terra, a cabeça deste feto estava posicionada para ser a primeira parte do corpo do animal a deixar o ventre materno.

Estilo de vida

Este foi o primeiro esqueleto de feto já encontrado do grupo conhecido como arqueocetos, os ancestrais das atuais baleias.


O nome da nova espécie reflete as condições da descoberta: Maiacetus significa "baleia mãe" e inuus era um deus romano da fertilidade.

Após a análise dos fósseis, os pesquisadores também concluíram que os filhotes da espécie já chegavam ao mundo equipados para buscarem comida sozinhos, pois tinham os dentes bem desenvolvidos ao nascer.

O macho, descoberto em 2004, tinha cerca de 2,5 m de comprimento, 12% a mais que a fêmea, e dentes caninos 20% maiores que os dela.
Os pesquisadores dizem acreditar que a diferença de tamanho não era grande o suficiente para indicar que os machos controlassem as fêmeas a ponto de possuir haréns.

"Os dentes grandes, apropriados para agarrar e comer peixes, sugerem que os animais viviam a maior parte do tempo no mar, vindo à terra apenas para descansar, copular e ter filhotes", disse Philip Gingerich, responsável pelo estudo.

Ele afirma que, como outros arqueocetos, os exemplares tinham quatro patas adaptadas para ajudar o nado e, embora esses membros pudessem suportar o peso, os Maiacetus inuus provavelmente não se aventuravam muito longe da água.

"Elas eram claramente atreladas à costa. Viviam entre o mar e a praia", disse Gingerich.



BBC Brasil - Ciência & Saúde - Aquecimento global 'beneficiou Império Inca', diz estudo

Aquecimento global 'beneficiou Império Inca', diz estudo

Machu Picchu, a 'cidade perdida dos incas', símbolo do império
Temperatura permitiu aos incas colonizar altitudes elevadas, diz estudo

Um estudo de sedimentos encontrados na região de Cuzco, no Peru, sugere que o antigo Império Inca se beneficiou de um período de aquecimento global que durou cerca de 500 anos - exatamente na época em que aquela civilização conheceu seu maior apogeu.
O estudo, coordenado pelo pesquisador Alex Chepstow-Lusty, do Instituto Francês de Estudos Andinos em Lima, capital peruana, analisou como a evolução social e econômica verificada durante os anos incas se relacionam às mudanças climáticas nos Andes no mesmo período.
A conclusão é que séculos de temperaturas elevadas melhoraram as condições agrícolas e permitiram o cultivo de alimentos para sustentar uma população crescente  e um exército poderoso.



O estudo analisou uma seqüência de sedimentos do lago Marcacocha, localizado 12 km ao norte de Ollantaytambo, um dos grandes assentamentos incas, contendo evidências das mudanças climáticas ao longo de milênios.
A pesquisa foi publicada no número atual na revista científica Climates of the Past.
Evidências
Durante a maior parte do primeiro milênio depois da era cristã, os sedimentos indicaram pouca presença de agricultura sustentada no lago, o que corresponderia a um período relativamente frio na região.
A partir do ano 880, entretanto, os sedimentos passam a indicar um período de seca, que teria ocasionado a redução do volume do lago e eliminado duas culturas rivais andinas, os Wari e os Tiwanaku.
A elevação da temperatura nos Andes a partir de 1100 foi, na visão dos pesquisadores, literalmente o divisor de águas na evolução da civilização inca.
Embora o crescimento meteórico (do império inca) tenha sido em parte devido à adoção de estratégias sociais inovadoras, isto que não teria sido possível sem o aumento da produtividade das colheitas, que está ligada a condições climáticas mais favoráveis. (Alex Chepstow-Lusty)

O derretimento das geleiras coincide com o advento de técnicas de irrigação que permitiram aos incas elevar sua produtividade agrícola e alcançar altitudes mais elevadas.
"Essa condição de aquecimento teria permitido aos Incas explorar as atitudes mais elevadas (após o ano 1150), construindo terraços agrícolas que empregavam irrigação alimentada por geleiras, em combinação com técnicas agroflorestais deliberadas", escreveram os pesquisadores.
Os pesquisadores relataram diversas evidências de pastos para llamas ao redor do lago entre 1100 e 1400, assim como de plantações de batatas nas áreas mais elevadas e de milho nos locais mais baixos.
Além disso, eles verificaram níveis altos de pólen da Alnus acuminata, uma árvore andina cuja ocorrência está ligada ao reaproveitamento de solos agrícolas degradados.
Isto tendeu a desaparecer a partir do século 16, coincidindo com a chegada dos colonizadores espanhóis, em 1532.
"No contexto de doenças e de uma população decrescente, as comunidades foram forçadas a migrar ou a trabalhar sob o sistema de encomienda (escravidão por dívidas)", afirmaram os pesquisadores.
"A paisagem anteriormente cultivada rapidamente cresceu de forma descontrolada e os canais de irrigação e os terraços não mais foram mantidos, caindo em desuso."
Quando a ocupação agrícola da área voltou a ocorrer, após 1600, a ocupação se deu de forma bastante diferente, com os europeus trazendo seus próprios animais e técnicas agrícolas para a zona.

Conclusões
 

Llama pasta tendo as ruínas de Machu Picchu ao fundo
Pesquisadores encontraram muitos vestígios da criação de animais
Para os pesquisadores, as evidências permitem estabelecer uma relação entre o desenvolvimento da civilização inca e as mudanças climáticas ocorridas nos Andes, sobretudo nos 400 anos mais significativos do império.
"Embora este crescimento meteórico tenha sido em parte devido à adoção de estratégias sociais inovadoras, apoiadas por uma grande força de trabalho e um exército poderoso, sustentamos que isto não teria sido possível sem o aumento da produtividade das colheitas, que está ligada a condições climáticas mais favoráveis", eles escreveram.
Eles chamaram atenção para o fato de que o aquecimento na região do lago Marcacocha é apoiado por evidências semelhantes em outras regiões dos Andes.
É cada vez maior a atenção dada por pesquisadores a um período de temperaturas globais maiores entre os séculos 9º e 14º da Idade Média em relação aos tempos modernos.
"A visão prevalente desse intervalo é a de que temperaturas elevadas foram experimentadas com certa intermitência e que, em certas regiões, se caracterizou por anomalias climáticas como secas prolongadas, aumento do nível de chuva e ventos de monções mais fortes", afirmaram.
Para eles, as evidências colhidas no lago Marcacocha não só reforçam os estudos sobre este fenômeno - que ainda é objeto de discussões no meio acadêmico - como apontam para um efeito positivo dele.
Para os cientistas as conclusões de quase mil anos atrás podem ser úteis no mundo de hoje. "Pode haver lições importantes para gerar desenvolvimento rural sustentado nos Andes à luz da futura incerteza climática", eles disseram.



terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Arqueólogos encontram em Israel sinagoga da época de Jesus Cristo



Arqueólogos israelenses descobriram no domingo as ruínas do que eles acreditam ser uma das mais antigas sinagogas do mundo.

Segundo a arqueóloga Dina Avshalom-Gorni, as ruínas descobertas no norte de Israel são da época do Segundo Grande Templo de Jerusalém, entre os anos 50 antes de Cristo e 100 depois de Cristo. O local das escavações, a praia de Migdal, na costa do Mar da Galiléia, é citado tanto em escrituras judaicas quanto cristãs.

Menorá Durante os trabalhos, os arqueólogos encontraram uma pedra gravada com uma imagem de uma menorá, o candelabro de sete velas utilizado em cerimônias religiosas judaicas. A menorá é um símbolo do judaísmo de mais de 3 mil anos e também o emblema nacional de Israel.

A imagem gravada na pedra encontrada nas escavações aparece em cima de um pedestal e ladeada por ânforas. Segundo os arqueólogos, esta é a primeira vez que uma imagem de uma menorá é encontrada em uma escavação fora de Jerusalém. Maria Madalena

A cidade de Migdal, sob o nome aramaico de Magdala, é citada nas escrituras cristãs como o local de nascimento de Maria Madalena, uma das mulheres que acompanharam Jesus Cristo e que depois foi tornada santa.

Segundo Avshalom-Gorni , é possível supor que a comunidade que seguiu Jesus na Galiléia frequentava a sinagoga descoberta. Com chão de mosaicos e paredes cobertas por afrescos, o salão principal da sinagoga descoberta media 120 metros quadrados e era rodeado por bancos de pedra para os fiéis.

BBC Brasil - Publicado dia 14 de setembro,2009

domingo, 13 de dezembro de 2009

Publicado - 11/12/2009

Nova espécie indica que dinossauros vieram da América do Sul


  • Jorge Gonzalez Estudo publicado na revista Science apresentou nova espécie de dinossauro, o Tawa hallae
Um estudo publicado na edição da revista científica Science que circula nesta sexta-feira sugere que os dinossauros surgiram na região que hoje compreende a América do Sul e só depois se espalharam pelo mundo.
O estudo apresentou uma nova espécie de dinossauro, o Tawa hallae, que preenche uma lacuna de ligação entre o grupo de grandes carnívoros do período Jurássico, os terópodos Tiranossauro rex e o velociraptor, e seus ancestrais, como o herrerassauro, descoberto na Argentina nos anos 1960.
Há muito tempo os cientistas se perguntam se alguns traços comuns que aparecem nos terópodos se desenvolveram de maneira independente ou se eles faziam parte de um mesmo grupo, no qual as características foram passando de espécie para espécie.
"Havia tão poucas espécies dos primeiros terópodos que era difícil responder a essa questão", disse o coordenador do estudo, Sterling Nesbitt, da Universidade de Austin, no Texas. "Agora, com Tawa, achamos ter encontrado a resposta."
Segundo a descrição dos pesquisadores, Tawa media cerca de 70 cm na altura da cintura e 2 metros da cabeça à cauda. Estima-se que tenha vivido há cerca de 214 milhões de anos, mais ou menos na mesma época que o herrerassauro.
De acordo com o estudo, as duas espécies - o Tawa e o herrerassauro - compartilham traços bastante parecidos, especialmente em relação à morfologia da cintura. No entanto, o Tawa possui características dos terópodos que estão ausentes no herrerassauro, como bolsas de ar localizadas ao longo da espinha dorsal.



  • Jorge Gonzalez

    Quando a espécie evoluiu para os neoterópodes do período Jurássico, extintos há 65 milhões de anos, foram mantidas algumas características comuns a todas as espécies, como as grandes mandíbulas, dentes de carnívoros e certos traços pélvicos.
    "Tawa é um bom exemplo de fóssil que preenche o que chamamos de lacuna morfológica", disse Nesbitt.
    Em um exemplo raro, a equipe de pesquisadores americanos encontrou o esqueleto de Tawa extraordinariamente bem preservado junto com o de outras espécies em um sítio no Estado americano de Novo México.
    Entretanto, a análise dos fósseis sugeriu que os três esqueletos pertenciam a espécies distantes, que haviam migrado da hoje América do Sul para a hoje América do Norte quando os cinco continentes ainda estavam unidos em uma massa continental única chamada Pangeia.
    "Acreditamos que todos os grandes grupos dos primeiros dinossauros puderam passar para a parte da Pangeia que se tornou a América do Norte no fim do período Triássico, e podem até ter passado. Mas por alguma razão, apenas os carnívoros se adaptaram ao clima norte-americano", disse o co-autor do estudo Randall Irmis, da Universidade e do Museu de História Natural de Utah.
    Segundo os cientistas, as descobertas sugerem a existência de outros movimentos de dispersão de dinossauros a partir da América do Sul.

    Reportagem completa aqui na BBC Brasil

    sábado, 17 de outubro de 2009

    Compositor simula música do homem de Neandertal



    Uma exposição em um museu no País de Gales traz uma amostra de como poderia ter sido a música do homem de Neandertal, em uma composição criada e gravada por um músico e compositor galês.
      
    Homem de Neandertal provavelmente usava linguagem e música, diz compositor

    A gravação é resultado de uma extensa pesquisa feita pelo compositor Simon Thorne, incumbido pelo Museu Nacional do País de Gales, na Grã-Bretanha, de tentar recriar sons da espécie que existiu há cerca de 30 mil anos paralelamente com os primeiros Homo sapiens.

    A trilha sonora será usada como pano de fundo para algumas das peças em exposição no museu. Mas, por causa do interesse gerado pelo trabalho, o músico saíra em turnê, ainda este ano.

    Thorne afirma que este foi "provavelmente" o trabalho "mais incomum" que já realizou.

    Ouça aqui aqui a música do homem de Neandertal


    Apesar de o homem de Neandertal ter reputação de ser pouco inteligente, pesquisas recentes sugerem que ele era muito mais inovador e expedito do que se pensava.

    "Levando-se em conta que o cérebro do homem de Neandertal tinha o mesmo tamanho que o nosso, e que grande parte do cérebro é usada para a linguagem, então podemos concluir que eles provavelmente usavam alguma linguagem", disse Thorne.

    "Toda cultura tem linguagem e música, então, podemos provavelmente concluir que eles também tinham música."

    Ilustração
    A composição de 75 minutos de duração foi encomendada pelo Museu Nacional do País de Gales com o objetivo de servir como "ilustração musical" na sessão paleolítica da exposição Origens do País de Gales.

    A exposição inclui artefatos como um machado e dentes encontrados em Pontnewydd em Denbigshire e, como parte de sua pesquisa, Thorne visitou a caverna onde eles forem encontrados.

    O compositor afirma ser o primeiro a admitir que é impossível saber exatamente como seria a música composta pelo Homem de Neandertal.

    "É uma noção ridícula sugerir que poderíamos saber o papel preciso da música na vida dos Homens de Neandertal, mas imaginá-la tem sido uma experiência fascinante."

    O compositor pesquisou a época extensivamente e encontrou inspiração em dois livros: The singing Neanderthal, do arqueólogo Steven Mithens (O Neanderthal cantor, em tradução livre), e The Mind in the Cave (A mente na caverna, em tradução livre), de David Lewis Williams.

    Segundo Mithens - que participará de uma palestra com Thorne sobre o papel que a música pode ter tido na vida dos Homens de Neandertal - o compositor "está tentando criar a sensação de estar presente naquela época".

    Além da música, um filme encomendado para a exposição vai transportar o público para uma caverna usada por Homens de Neandertal.

    O músico depois seguirá em turnê, com quatro cantores, instrumentos de pedra e um projeto de vídeo para várias cidades britânicas no fim de março.



    BRASIL





    Cientistas acham fóssil 'inédito' de réptil voador na China


    Cientistas afirmaram ter encontrado fósseis de um réptil voador desconhecido, que teria vivido no nordeste da China há 160 milhões de anos, segundo um estudo publicado na última edição da revista especializada Proceedings of the Royal Society B.

    Ossos teriam mais de 160 milhões de anos e são parentes dos pterodáctilos.


    O animal foi batizado de Darwinopterus, em homenagem ao naturalista britânico Charles Darwin, e pode ser uma prova de uma polêmica teoria chamada evolução modular, segundo a qual, a seleção natural força a mudança rápida de várias características, e não apenas uma de cada vez.




    Os darwinópteros eram criaturas parecidas com águias, cuja cabeça e pescoço se assemelham a pterodáctilos mais evoluídos. Já o resto do esqueleto se parece mais com o grupo primitivo.
    Os 20 fósseis encontrados na China apresentariam semelhanças com pterodáctilos mais primitivos e mais evoluídos, que viveram entre 65 milhões e 220 milhões de anos atrás.

    O darwinóptero seria o elo perdido entre dois grupos de pterodáctilos

     Até essa última descoberta, os cientistas conheciam dois grandes grupos de pterodáctilos: os primitivos, de cauda longa, e os mais evoluídos, de cauda curta. Entre eles, havia um vazio.


    Os novos fósseis podem ser este "elo perdido" entre os dois grupos.Com suas mandíbulas longas e dentes pontiagudos, os animais pareciam ser mais bem adaptados à caça que outras espécies voadoras



    Os fósseis foram encontrados em rochas de 160 milhões de anos, ou seja, 10 milhões de anos mais velhos do que o primeiro pássaro, o Archaeopteryx
    A descoberta pode comprovar uma polêmica teoria de evolução



    BRASIL






    terça-feira, 13 de outubro de 2009

    Réptil Voador Nordestino


    Bico sem dentes e crista avantajada caracterizam o Tupuxuara deliradamus, cujas asas podem ter medido 4,5 m de ponta a ponta

    O grupo mais belo e esquisito de répteis pré-históricos do Brasil tem um novo integrante. Trata-se do Tupuxuara deliradamus, um pterossauro cujas asas podem ter medido 4,5 m de ponta a ponta e que sobrevoava a região de Santana do Cariri, no sul do Ceará, há mais de 100 milhões de anos.

    O bicho foi descrito pelo paleontólogo Mark Witton, da Universidade de Portsmouth (Reino Unido), em artigo na revista científica "Cretaceous Research", e mostra que a diversidade de répteis voadores no Ceará da Era dos Dinossauros provavelmente era grande

    Além das asas avantajadas e do "bico" sem dentes, os pterossauros do gênero Tupuxuara, assim como seus primos próximos, do gênero Thalassodromeus, são caracterizados por imensas cristas ósseas no alto da cabeça. A função desse tipo de cocar nos bichos extintos ainda não está clara.

    Alguns pesquisadores, como o brasileiro Alexander Kellner, paleontólogo do Museu Nacional da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), postularam que a crista era uma espécie de radiador. Cortada por uma densa rede de vasos sanguíneos, ela seria responsável por dispersar o calor do corpo dos bichos durante o voo.

    Witton, porém, não aposta nessa interpretação. "Uma coisa que notamos é que essa rede de vasos está apenas na superfície da crista, não chega ao fundo dela. Isso indica que ela não era boa para transportar o calor dos órgãos internos para fora e vice-versa", diz. "Por outro lado, vemos que a crista só fica realmente grande em indivíduos maduros. Isso sugere que ela podia ser um sinal de maturidade sexual", avalia.
    Créditos: REINALDO JOSÉ LOPES
    da Folha de S.Paulo