Fonte: Ciência Hoje
2010-01-01
| Equipe de arqueólgos que fez as escavações nos anos 50 |
Cientistas
alemães e russos analisaram o DNA extraído de despojos de um antigo
caçador-recolector europeu de há 30 mil anos, que pode vir a fornecer
mais esclarecimento sobre a evolução da espécie humana, noticia hoje a
BBC News.
Estudos anteriores deste tipo foram ineficazes devido à dificuldade de distinguir entre o DNA dos antigos seres como o "homo sapiens" e do homem actual.
Detalhes do trabalho realizado pela equipa de cientistas de como foi possível superar este obstáculo foram publicados no jornal britânico da especialidade Current Biology.
Svante Paabo, do Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology de Leipzig (Alemanha) e os seus colegas começaram por estudar a informação genética de restos de um humano descoberto em 1954 em Kostenki.
Estudos anteriores deste tipo foram ineficazes devido à dificuldade de distinguir entre o DNA dos antigos seres como o "homo sapiens" e do homem actual.
Detalhes do trabalho realizado pela equipa de cientistas de como foi possível superar este obstáculo foram publicados no jornal britânico da especialidade Current Biology.
Svante Paabo, do Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology de Leipzig (Alemanha) e os seus colegas começaram por estudar a informação genética de restos de um humano descoberto em 1954 em Kostenki.
As escavações em Kostenki, nas margens do rio Don, sul da Rússia,
proporcionaram inúmeros achados arqueológicos do paleolítico, de entre
40 mil e dez mil anos atrás.
"O irónico é ter sido o nosso grupo a fazer este achado",
declarou o professor Svante Paabo, referindo-se à recolha do DNA de um
homem de 20 a 25 anos de idade sepultado numa cova de forma oval há 30
mil anos.
Conhecido como esqueleto de Markina Gora, encontrava-se numa posição
pouco vulgar: agachado em posição vertical, com os ossos cobertos por
uma pigmentação de ocre vermelho semelhante a outros registos de
procedimentos usados em ritos fúnebres pré-históricos.
Da ossada foi recolhido DNA mitochondrial (mtDNA), que é passado de mãe
para filhos, fornecendo um registo original da herança materna.
Usando a tecnologia que abriu caminho no estudo do DNA dos ossos do
Neanderthal, os cientistas alemães e russos puderam distinguir entre o
material genético antigo deste homem de Kostenki para compará-lo com o
dos modernos seres humanos.

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